Publicado em Categorias Poesia

E mais uma vez
Ela se vai
Carrasca
Do meu coração

Se deita em minha cama
Consome todo meu corpo
Se deleita de puro prazer

Me faz promessas de amor
Me oferece o mundo
E os lençóis são testemunhas

Mas quando o dia amanhece
As mentiras são reveladas
E sua ausência me condena
A sofrer por vontade

Vontade de ser refém
Desse teu bandido amor.

Jackson Melo

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É cedo aqui na roça
O dia ainda nem raiou
E já e hora de levantar

Um café meio-amargo
Mas bem quente
Pros sentidos despertar

Um pão amanhecido
Pra esse velho homem
Ou seria um pão velho
Pra esse amanhecido homem?

A enxada
Companheira de labuta
Todo dia tenho que afiar

Agora já é hora de sair
Mas antes, não me esqueço
Sem nunca falhar

Um beijo e cheiro na morena
E nos meus filhos
Pra não esquecer que tenho
Pra quem voltar.

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Todos os dias
Ele andava
Transitava
Entre corações alheios

Observava
Onde quer que estivesse
E contava em versos
Amores dos outros

Mas um dia
Sem que ele
Pudesse prever
O alvo foi seu coração

E o tiro certeiro
Foi um sorriso
O sorriso daquela
Que venceu o seu olhar

Agora
Ele abandonou
O posto de observador
E se lançou ao sorriso
Para que os versos do seu amor
Este poeta pudesse lhes contar.

Jackson Melo